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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Defesa Civil mapeia 34 áreas de risco e equipes estão em alerta

A estação de verão no Estado de São Paulo se caracteriza por fortes chuvas, acompanhadas por raios e vendavais, o que têm causado, nos últimos anos, grandes prejuízos econômicos e sociais, principalmente em razão das inundações e escorregamentos que provocam mortes, destruição e consideráveis danos.

Assim sendo, com o objetivo de preservar vidas e, também, de reduzir danos materiais, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-SP) deu início à Operação Verão em todo o Estado, que se estende até o dia 31 de março de 2012. Durante tal período, são deflagrados os Planos Preventivos de Defesa Civil, visando à otimização dos recursos humanos e materiais disponíveis, bem como à antecipação das situações de risco.

Segundo dados da Defesa Civil de Rio Claro, entre janeiro e fevereiro do ano passado, por exemplo, mais de 370 ocorrências foram registradas no município em decorrência das chuvas intensas e consequentes enchentes. As áreas mais afetadas, consideradas de risco, são a do Lago Azul, Avenida Visconde do Rio Claro, Tancredo Neves, Jardim Nova Rio Claro e o Inocoop.

O diretor Danilo Almeida explica que a equipe da organização toma medidas preventivas por meio do monitoramento das áreas de riscos, acompanhamento pluviométrico e meteorológico. “A Defesa Civil mapeou e cadastrou 34 áreas de risco de alagamentos e inundações. No trabalho de combate a desastres naturais, há a participação das secretarias municipais e autarquias para mobilização do complexo administrativo da prefeitura”, explica.

Atualmente, a equipe é composta por 14 integrantes e funciona 24 horas, contando com o Centro de Gerenciamento de Emergências 199 e estação meteorológica, equipes técnica, operacional, administrativa e de capacitação da comunidade. Possui sede própria e barracão de estoque estratégico, dois veículos operacionais e um administrativo, bote inflável e equipamentos para primeira resposta.

Além disso, dentre as ações preventivas do município contra desastres naturais, cita-se a obra antienchente do Inocoop. Com a implantação de todo o projeto de drenagem e instalação de galerias pluviais, canalização do Córrego da Servidão e a construção da tubulação sob a ferrovia, a prefeitura pretende elevar em 120% a capacidade de vazão do Córrego da Servidão, eliminando o problema das inundações que a região sofre há mais de vinte anos.

E, no reforço ao trabalho da Defesa Civil, interessados em fazer cadastro de voluntários podem se dirigir à sede localizada na Rua 12, nº 26, e preencher uma ficha. É necessário ter 18 anos e participar de treinamento oferecido pelo órgão. A seguir, confira orientações da Defesa Civil de como se proteger das enchentes:

Cuidados antes: tenha um lugar previsto, seguro, onde você e sua família possam se alojar no caso de inundação; coloque documentos e objetos de valor em sacos plásticos bem fechados e em local protegido; desconecte os aparelhos elétricos da corrente elétrica, para evitar curtos-circuitos; retire todo o lixo e o leve para áreas não sujeitas a inundações; retire os animais de estimação de casa; feche as portas, janelas e o registro de entrada de água.

Cuidados durante: evite contato com as águas de enchentes, pois estão contaminadas e podem provocar doenças - procure utilizar botas de borracha; não tente, em hipótese alguma, atravessar de um lugar para outro durante as enxurradas; evite voltar para casa durante as chuvas, espere que sua intensidade diminua e o caminho fique seguro.

Cuidados após: lave e desinfete os objetos que tiveram contato com as águas das inundações; não beba água ou coma alimentos que tiveram contato com essas águas, pois certamente estarão contaminados; veja se a sua casa não corre risco de desabar; remova a lama e o lixo do chão, das paredes, dos móveis e utensílios; não use equipamentos elétricos que tenham sido molhados na inundação.

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pesquisa: número de raios dobrou na região de Ribeirão Preto

São José da Bela Vista é a cidade com maior incidência: três raios por m².


O Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) alerta os moradores para o aumento no número de raios na região de Ribeirão Preto. Segundo pesquisa realizada pelo Inpe, entre 2009 e 2010 foram registrados oito raios por km², o dobro dos índices entre 2007 e 2008.
Ainda segundo o Instituto, a cidade da região com maior incidência de raios é São José da Bela Vista - com quase três por m² - seguida de Serrana e São Simão. Em Ribeirão, que ocupa a 289ª posição do ranking estadual, a incidência é de 2,17 descargas elétricas por m².
Entre janeiro e abril deste ano, a CPFL também registrou o dobro de raios que atingiram a rede elétrica, em comparação com o mesmo período de 2010. Para o engenheiro Luiz Carlos da Silva, as tempestades trazem uma outra preocupação para o fornecimento de energia: o vento forte. “Vento derruba árvore, a árvore arrebenta fios, cai postes, lança objetos na rede. Isso tudo faz com que tenhamos um aumento na falta de energia elétrica”, afirma.
O agrometeorologista Eduardo Glauco Cortez explica que o aumento de raios está relacionado ao aquecimento global e, em regiões tropicais como o Brasil, o fenômeno tem sido mais frequente. “O aquecimento global vai aumentar a temperatura da atmosfera, consequentemente vai aumentar a evaporação de água e a capacidade da atmosfera de reter vapor d’água e ficar mais úmida. Então essa incidência pode aumentar nos próximos anos, na ordem de 60%”, diz Cortez.
 
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Província da Lunda Norte ganha sistema anti-trovoada

Dundo - A província da Lunda Norte estará coberta de um sistema de protecção contra trovoadas, quando os trabalhos de instalação do equipamento terminar em 2012, informou hoje, no Dundo, o director geral da Multisoft Projects e Soluções Tecnológicos Lda, Shaíd Merali.
 
 
 
Segundo a fonte, trata-se de um sistema moderno, que já está a ser montado na cidade do Dundo. É composto por uma antena detectora de trovoadas, com sensor que recolhe toda informação para o computador, ao qual está ligado por cabo. É o lado preventivo do sistema.
 
 
 
Informou que o detector de trovoadas é um equipamento de prevenção que serve para detectar as trovoadas e, a partir do campo electromagnético do céu, consegue saber-se e colher dados sobre a ocorrência de trovoadas ou não.
 
 
 
Explicou que o computador visualiza a informação por valores do campo electromagnético configuráveis a quatro níveis: a cor verde indica a estabilidade, a amarela descarta a existência de trovoada, embora anuncie a formação de qualquer coisa no céu, a laranja alerta que vai haver trovoadas e por último o nível vermelho que indica a ocorrência do fenómeno.  
 
 
 
Na vertente de protecção estão a ser instalados, nessa fase, para raios nos edifícios administrativos do Estado. Esses têm a função de proteger pessoas e imóveis das trovoadas, desviando-as à terra.
 
 
 
"O para-raios é o equipamento que vai fazer a protecção dos edifícios e pessoas. Já montamos alguns na cidade e estamos à espera do equipamento. Vamos instalar um por cada município", garantiu, sublinhando que a Lunda Norte é a primeira província do país a beneficiar do equipamento do género.
 
 
 
Disse que o sistema permite aos responsáveis locais orientarem medidas preventivas, encorajando a população a tomar os cuidados necessários e evitar mortes, sobretudo causadas por trovoadas.
 
 
 
Na generalidade, os para raios têm um raio de acção entre 70 a 100 metros, variando de zona para zona, tendo em linha de conta a sua frequência numa determinada localidade. O detector de trovoada alcança de dez a 20 quilómetros.

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