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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pesquisa: número de raios dobrou na região de Ribeirão Preto

São José da Bela Vista é a cidade com maior incidência: três raios por m².


O Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) alerta os moradores para o aumento no número de raios na região de Ribeirão Preto. Segundo pesquisa realizada pelo Inpe, entre 2009 e 2010 foram registrados oito raios por km², o dobro dos índices entre 2007 e 2008.
Ainda segundo o Instituto, a cidade da região com maior incidência de raios é São José da Bela Vista - com quase três por m² - seguida de Serrana e São Simão. Em Ribeirão, que ocupa a 289ª posição do ranking estadual, a incidência é de 2,17 descargas elétricas por m².
Entre janeiro e abril deste ano, a CPFL também registrou o dobro de raios que atingiram a rede elétrica, em comparação com o mesmo período de 2010. Para o engenheiro Luiz Carlos da Silva, as tempestades trazem uma outra preocupação para o fornecimento de energia: o vento forte. “Vento derruba árvore, a árvore arrebenta fios, cai postes, lança objetos na rede. Isso tudo faz com que tenhamos um aumento na falta de energia elétrica”, afirma.
O agrometeorologista Eduardo Glauco Cortez explica que o aumento de raios está relacionado ao aquecimento global e, em regiões tropicais como o Brasil, o fenômeno tem sido mais frequente. “O aquecimento global vai aumentar a temperatura da atmosfera, consequentemente vai aumentar a evaporação de água e a capacidade da atmosfera de reter vapor d’água e ficar mais úmida. Então essa incidência pode aumentar nos próximos anos, na ordem de 60%”, diz Cortez.
 
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Província da Lunda Norte ganha sistema anti-trovoada

Dundo - A província da Lunda Norte estará coberta de um sistema de protecção contra trovoadas, quando os trabalhos de instalação do equipamento terminar em 2012, informou hoje, no Dundo, o director geral da Multisoft Projects e Soluções Tecnológicos Lda, Shaíd Merali.
 
 
 
Segundo a fonte, trata-se de um sistema moderno, que já está a ser montado na cidade do Dundo. É composto por uma antena detectora de trovoadas, com sensor que recolhe toda informação para o computador, ao qual está ligado por cabo. É o lado preventivo do sistema.
 
 
 
Informou que o detector de trovoadas é um equipamento de prevenção que serve para detectar as trovoadas e, a partir do campo electromagnético do céu, consegue saber-se e colher dados sobre a ocorrência de trovoadas ou não.
 
 
 
Explicou que o computador visualiza a informação por valores do campo electromagnético configuráveis a quatro níveis: a cor verde indica a estabilidade, a amarela descarta a existência de trovoada, embora anuncie a formação de qualquer coisa no céu, a laranja alerta que vai haver trovoadas e por último o nível vermelho que indica a ocorrência do fenómeno.  
 
 
 
Na vertente de protecção estão a ser instalados, nessa fase, para raios nos edifícios administrativos do Estado. Esses têm a função de proteger pessoas e imóveis das trovoadas, desviando-as à terra.
 
 
 
"O para-raios é o equipamento que vai fazer a protecção dos edifícios e pessoas. Já montamos alguns na cidade e estamos à espera do equipamento. Vamos instalar um por cada município", garantiu, sublinhando que a Lunda Norte é a primeira província do país a beneficiar do equipamento do género.
 
 
 
Disse que o sistema permite aos responsáveis locais orientarem medidas preventivas, encorajando a população a tomar os cuidados necessários e evitar mortes, sobretudo causadas por trovoadas.
 
 
 
Na generalidade, os para raios têm um raio de acção entre 70 a 100 metros, variando de zona para zona, tendo em linha de conta a sua frequência numa determinada localidade. O detector de trovoada alcança de dez a 20 quilómetros.

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