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domingo, 5 de fevereiro de 2012

RAIOS

Um raio, relâmpago ou corisco é talvez a mais violenta manifestação da natureza. Numa fração de segundo, um raio pode produzir uma carga de energia cujos parâmetros chegam a atingir valores tão altos quanto:
 125 milhões de volts 
 200 mil ampères 
 25 mil graus Celsius
Embora nem sempre sejam alcançados tais valores, mesmo um raio menos potente ainda tem energia suficiente para matar, ferir, incendiar, quebrar estruturas, derrubar árvores e abrir buracos ou valas no chão.
Ao redor da Terra caem cerca de 100 raios por segundo. No Brasil, nas regiões Sudeste e Sul, a incidência é de 25 milhões de raios anualmente, sendo a maior quantidade, no período de dezembro a março, que corresponde à época das chuvas de verão.
Embora não haja estatísticas disponíveis para o Brasil, centenas de pessoas a cada ano são atingidas por raios. Muitas morrem, outras sofrem traumatismos e queimaduras. A maioria das vítimas são atingidas ao ar livre, embaixo de árvores ou na água. No Brasil, há inúmeros relatos de vítimas de raios, atingidas enquanto jogavam futebol ou estavam na praia durante uma tempestade de verão.
Num destes casos (janeiro de 1994) dez pessoas foram feridas por um raio enquanto se abrigavam sob duas barracas de praia em Ipanema. Todas sofreram queimaduras de primeiro grau e foram jogadas para longe; uma barraca foi despedaçada e sua dona ficou com as roupas rasgadas. As vítimas tiveram que ser carregadas para o Hospital Miguel Couto, onde se recuperaram e foram liberadas.
O que aconteceu, provavelmente, foi que os mastros das barracas agiram como pára-raios e não havendo aterramento, a explosão de energia espalhou-se ao redor, atingindo as vítimas.
Outro caso que merece atenção aconteceu durante um treino do Palmeiras (setembro de 1983), no Parque Antártica. Chovia muito e, de repente, um raio caiu no meio de um grupo de jogadores. Um deles desmaiou, outros três foram derrubados no chão e o técnico da equipe foi atirado a alguns metros de distância. Eventualmente todos se recuperaram.
Caso mais triste sucedeu em janeiro de 1997 com dois adolescentes, que rezavam no alto do Morro de Gericinó (Realengo) durante uma tempestade. O lugar, descampado, é conhecido como Pedra do Avião. Um raio atingiu os rapazes; um deles foi jogado para cima e rolou pedra abaixo, escapando vivo, com ligeiras escoriações. O outro, no entanto, teve suas roupas e sua Bíblia reduzidos a frangalhos e morreu, provavelmente de parada cardíaca, já que não havia queimaduras ou traumatismos.
Além de vítimas, os raios destroem bens materiais correspondentes a prejuízos de muitos milhões de reais todos os anos com incêndios florestais ou em lavouras; incêndios ou destruição de prédios ou pontes; danos graves em veículos; interrupções da energia elétrica pela destruição de torres e linhas de abastecimento, etc.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Defesa Civil mapeia 34 áreas de risco e equipes estão em alerta

A estação de verão no Estado de São Paulo se caracteriza por fortes chuvas, acompanhadas por raios e vendavais, o que têm causado, nos últimos anos, grandes prejuízos econômicos e sociais, principalmente em razão das inundações e escorregamentos que provocam mortes, destruição e consideráveis danos.

Assim sendo, com o objetivo de preservar vidas e, também, de reduzir danos materiais, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec-SP) deu início à Operação Verão em todo o Estado, que se estende até o dia 31 de março de 2012. Durante tal período, são deflagrados os Planos Preventivos de Defesa Civil, visando à otimização dos recursos humanos e materiais disponíveis, bem como à antecipação das situações de risco.

Segundo dados da Defesa Civil de Rio Claro, entre janeiro e fevereiro do ano passado, por exemplo, mais de 370 ocorrências foram registradas no município em decorrência das chuvas intensas e consequentes enchentes. As áreas mais afetadas, consideradas de risco, são a do Lago Azul, Avenida Visconde do Rio Claro, Tancredo Neves, Jardim Nova Rio Claro e o Inocoop.

O diretor Danilo Almeida explica que a equipe da organização toma medidas preventivas por meio do monitoramento das áreas de riscos, acompanhamento pluviométrico e meteorológico. “A Defesa Civil mapeou e cadastrou 34 áreas de risco de alagamentos e inundações. No trabalho de combate a desastres naturais, há a participação das secretarias municipais e autarquias para mobilização do complexo administrativo da prefeitura”, explica.

Atualmente, a equipe é composta por 14 integrantes e funciona 24 horas, contando com o Centro de Gerenciamento de Emergências 199 e estação meteorológica, equipes técnica, operacional, administrativa e de capacitação da comunidade. Possui sede própria e barracão de estoque estratégico, dois veículos operacionais e um administrativo, bote inflável e equipamentos para primeira resposta.

Além disso, dentre as ações preventivas do município contra desastres naturais, cita-se a obra antienchente do Inocoop. Com a implantação de todo o projeto de drenagem e instalação de galerias pluviais, canalização do Córrego da Servidão e a construção da tubulação sob a ferrovia, a prefeitura pretende elevar em 120% a capacidade de vazão do Córrego da Servidão, eliminando o problema das inundações que a região sofre há mais de vinte anos.

E, no reforço ao trabalho da Defesa Civil, interessados em fazer cadastro de voluntários podem se dirigir à sede localizada na Rua 12, nº 26, e preencher uma ficha. É necessário ter 18 anos e participar de treinamento oferecido pelo órgão. A seguir, confira orientações da Defesa Civil de como se proteger das enchentes:

Cuidados antes: tenha um lugar previsto, seguro, onde você e sua família possam se alojar no caso de inundação; coloque documentos e objetos de valor em sacos plásticos bem fechados e em local protegido; desconecte os aparelhos elétricos da corrente elétrica, para evitar curtos-circuitos; retire todo o lixo e o leve para áreas não sujeitas a inundações; retire os animais de estimação de casa; feche as portas, janelas e o registro de entrada de água.

Cuidados durante: evite contato com as águas de enchentes, pois estão contaminadas e podem provocar doenças - procure utilizar botas de borracha; não tente, em hipótese alguma, atravessar de um lugar para outro durante as enxurradas; evite voltar para casa durante as chuvas, espere que sua intensidade diminua e o caminho fique seguro.

Cuidados após: lave e desinfete os objetos que tiveram contato com as águas das inundações; não beba água ou coma alimentos que tiveram contato com essas águas, pois certamente estarão contaminados; veja se a sua casa não corre risco de desabar; remova a lama e o lixo do chão, das paredes, dos móveis e utensílios; não use equipamentos elétricos que tenham sido molhados na inundação.

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pesquisa: número de raios dobrou na região de Ribeirão Preto

São José da Bela Vista é a cidade com maior incidência: três raios por m².


O Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) alerta os moradores para o aumento no número de raios na região de Ribeirão Preto. Segundo pesquisa realizada pelo Inpe, entre 2009 e 2010 foram registrados oito raios por km², o dobro dos índices entre 2007 e 2008.
Ainda segundo o Instituto, a cidade da região com maior incidência de raios é São José da Bela Vista - com quase três por m² - seguida de Serrana e São Simão. Em Ribeirão, que ocupa a 289ª posição do ranking estadual, a incidência é de 2,17 descargas elétricas por m².
Entre janeiro e abril deste ano, a CPFL também registrou o dobro de raios que atingiram a rede elétrica, em comparação com o mesmo período de 2010. Para o engenheiro Luiz Carlos da Silva, as tempestades trazem uma outra preocupação para o fornecimento de energia: o vento forte. “Vento derruba árvore, a árvore arrebenta fios, cai postes, lança objetos na rede. Isso tudo faz com que tenhamos um aumento na falta de energia elétrica”, afirma.
O agrometeorologista Eduardo Glauco Cortez explica que o aumento de raios está relacionado ao aquecimento global e, em regiões tropicais como o Brasil, o fenômeno tem sido mais frequente. “O aquecimento global vai aumentar a temperatura da atmosfera, consequentemente vai aumentar a evaporação de água e a capacidade da atmosfera de reter vapor d’água e ficar mais úmida. Então essa incidência pode aumentar nos próximos anos, na ordem de 60%”, diz Cortez.
 
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Província da Lunda Norte ganha sistema anti-trovoada

Dundo - A província da Lunda Norte estará coberta de um sistema de protecção contra trovoadas, quando os trabalhos de instalação do equipamento terminar em 2012, informou hoje, no Dundo, o director geral da Multisoft Projects e Soluções Tecnológicos Lda, Shaíd Merali.
 
 
 
Segundo a fonte, trata-se de um sistema moderno, que já está a ser montado na cidade do Dundo. É composto por uma antena detectora de trovoadas, com sensor que recolhe toda informação para o computador, ao qual está ligado por cabo. É o lado preventivo do sistema.
 
 
 
Informou que o detector de trovoadas é um equipamento de prevenção que serve para detectar as trovoadas e, a partir do campo electromagnético do céu, consegue saber-se e colher dados sobre a ocorrência de trovoadas ou não.
 
 
 
Explicou que o computador visualiza a informação por valores do campo electromagnético configuráveis a quatro níveis: a cor verde indica a estabilidade, a amarela descarta a existência de trovoada, embora anuncie a formação de qualquer coisa no céu, a laranja alerta que vai haver trovoadas e por último o nível vermelho que indica a ocorrência do fenómeno.  
 
 
 
Na vertente de protecção estão a ser instalados, nessa fase, para raios nos edifícios administrativos do Estado. Esses têm a função de proteger pessoas e imóveis das trovoadas, desviando-as à terra.
 
 
 
"O para-raios é o equipamento que vai fazer a protecção dos edifícios e pessoas. Já montamos alguns na cidade e estamos à espera do equipamento. Vamos instalar um por cada município", garantiu, sublinhando que a Lunda Norte é a primeira província do país a beneficiar do equipamento do género.
 
 
 
Disse que o sistema permite aos responsáveis locais orientarem medidas preventivas, encorajando a população a tomar os cuidados necessários e evitar mortes, sobretudo causadas por trovoadas.
 
 
 
Na generalidade, os para raios têm um raio de acção entre 70 a 100 metros, variando de zona para zona, tendo em linha de conta a sua frequência numa determinada localidade. O detector de trovoada alcança de dez a 20 quilómetros.

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